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A Paixão de Almeida Faria

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A Paixão de Almeida Faria

Edição: Jan 2013
Nº Páginas: 224

Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Ler Almeida Faria é regressar, de outro modo, a "Yoknapatawpha", a criação de William Faulkner para o implacável sul, essa paisagem de morte, infortúnio, exasperação e declínio. "A Paixão" é a reinvenção desse sul povoado de vozes que se sucedem e se contaminam. Não é por acaso que a "stream of consciousness" de Piedade anuncia a de João Carlos que anuncia a de Arminda que anuncia a da Mãe que anuncia a de André que anuncia a de Francisco que anuncia a de Jó que anuncia a de Tiago que anuncia a de Moisés que anuncia a de Estela, e assim sempre, com alguns sobressaltos e descontinuidades, num vórtice cruzado de tempos, "qualia", experiência. "Yoknapatawpha" densamente povoada, cingida a uma duração que parece transbordar como negra densidade do tempo: "Manhã", "Tarde", "Noite". Ler Almeida Faria é compreender como só a palavra poderá fazer do espaço tempo, numa modulação do humano que é, afinal, uma lógica do sensível e do concreto em que as ideias são ideias do corpo, ideias no corpo, e em que o brilho metafísico do mundo é devolvido, como um eco sem origem ou cuja origem não poderá sequer ser ponderada. Tudo acaba em morte, mas também em ressurreição, a ressurreição do que não tem nome, ainda. "A Paixão" será porventura a mais espessa cortina de linguagem que a literatura portuguesa terá produzido na segunda metade do século XX. Podemos dizer, quase nostalgicamente, que já foi grande a escrita em português.Luís Quintais
Edição: Jan 2013
Nº Páginas: 224

Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Ler Almeida Faria é regressar, de outro modo, a "Yoknapatawpha", a criação de William Faulkner para o implacável sul, essa paisagem de morte, infortúnio, exasperação e declínio. "A Paixão" é a reinvenção desse sul povoado de vozes que se sucedem e se contaminam. Não é por acaso que a "stream of consciousness" de Piedade anuncia a de João Carlos que anuncia a de Arminda que anuncia a da Mãe que anuncia a de André que anuncia a de Francisco que anuncia a de Jó que anuncia a de Tiago que anuncia a de Moisés que anuncia a de Estela, e assim sempre, com alguns sobressaltos e descontinuidades, num vórtice cruzado de tempos, "qualia", experiência. "Yoknapatawpha" densamente povoada, cingida a uma duração que parece transbordar como negra densidade do tempo: "Manhã", "Tarde", "Noite". Ler Almeida Faria é compreender como só a palavra poderá fazer do espaço tempo, numa modulação do humano que é, afinal, uma lógica do sensível e do concreto em que as ideias são ideias do corpo, ideias no corpo, e em que o brilho metafísico do mundo é devolvido, como um eco sem origem ou cuja origem não poderá sequer ser ponderada. Tudo acaba em morte, mas também em ressurreição, a ressurreição do que não tem nome, ainda. "A Paixão" será porventura a mais espessa cortina de linguagem que a literatura portuguesa terá produzido na segunda metade do século XX. Podemos dizer, quase nostalgicamente, que já foi grande a escrita em português.Luís Quintais
$14.77
A Paixão de Almeida Faria
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Edição: Jan 2013
Nº Páginas: 224

Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Ler Almeida Faria é regressar, de outro modo, a "Yoknapatawpha", a criação de William Faulkner para o implacável sul, essa paisagem de morte, infortúnio, exasperação e declínio. "A Paixão" é a reinvenção desse sul povoado de vozes que se sucedem e se contaminam. Não é por acaso que a "stream of consciousness" de Piedade anuncia a de João Carlos que anuncia a de Arminda que anuncia a da Mãe que anuncia a de André que anuncia a de Francisco que anuncia a de Jó que anuncia a de Tiago que anuncia a de Moisés que anuncia a de Estela, e assim sempre, com alguns sobressaltos e descontinuidades, num vórtice cruzado de tempos, "qualia", experiência. "Yoknapatawpha" densamente povoada, cingida a uma duração que parece transbordar como negra densidade do tempo: "Manhã", "Tarde", "Noite". Ler Almeida Faria é compreender como só a palavra poderá fazer do espaço tempo, numa modulação do humano que é, afinal, uma lógica do sensível e do concreto em que as ideias são ideias do corpo, ideias no corpo, e em que o brilho metafísico do mundo é devolvido, como um eco sem origem ou cuja origem não poderá sequer ser ponderada. Tudo acaba em morte, mas também em ressurreição, a ressurreição do que não tem nome, ainda. "A Paixão" será porventura a mais espessa cortina de linguagem que a literatura portuguesa terá produzido na segunda metade do século XX. Podemos dizer, quase nostalgicamente, que já foi grande a escrita em português.Luís Quintais