
O Banqueiro Anarquista e Outros Contos de Fernando Pessoa
Nº Páginas: 96
Sinopse:
"Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que fora amortecendo, jazia morta entre nós. Procurei reanimá-la, ao acaso, servindo me de uma ideia que me passou pela meditação. Voltei me para ele, sorrindo. — É verdade: disseram me há dias que você em tempos foi anarquista…" — Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista. — Essa é boa! Você anarquista! Em que é que você é anarquista?... Só se você dá à palavra qualquer sentido diferente... — Do vulgar? Não; não dou. Emprego a palavra no sentido vulgar." "O Banqueiro Anarquista" foi publicado no 1.º número da revista "Contemporânea", saído em 1 de Maio, de 1922.
Nº Páginas: 96
Sinopse:
"Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que fora amortecendo, jazia morta entre nós. Procurei reanimá-la, ao acaso, servindo me de uma ideia que me passou pela meditação. Voltei me para ele, sorrindo. — É verdade: disseram me há dias que você em tempos foi anarquista…" — Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista. — Essa é boa! Você anarquista! Em que é que você é anarquista?... Só se você dá à palavra qualquer sentido diferente... — Do vulgar? Não; não dou. Emprego a palavra no sentido vulgar." "O Banqueiro Anarquista" foi publicado no 1.º número da revista "Contemporânea", saído em 1 de Maio, de 1922.
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Nº Páginas: 96
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"Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que fora amortecendo, jazia morta entre nós. Procurei reanimá-la, ao acaso, servindo me de uma ideia que me passou pela meditação. Voltei me para ele, sorrindo. — É verdade: disseram me há dias que você em tempos foi anarquista…" — Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista. — Essa é boa! Você anarquista! Em que é que você é anarquista?... Só se você dá à palavra qualquer sentido diferente... — Do vulgar? Não; não dou. Emprego a palavra no sentido vulgar." "O Banqueiro Anarquista" foi publicado no 1.º número da revista "Contemporânea", saído em 1 de Maio, de 1922.












